BR Instrumental ocupa a Praça Deodoro na primeira etapa da edição 2022

Orquestra Aerofônica do Pará

Evento terá duas etapas, uma neste mês e a outra no segundo semestre. A primeira terá shows abertos na Praça Deodoro e oficinas no Palacete Gentil Braga, centro da capital maranhense, dias 21 e 22. Entre as atrações, Madela (Chile), Frevoton (PE), Orquestra Aerofônica (PA), Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo (PI), Orquestra Maranhense de Reggae, Isaías Alves y Su Combo (MA) e Loopcínico (MA).

O Festival BR 135 Instrumental está de volta e traz uma programação que vai reunir 17 atrações musicais em sua primeira etapa do ano. Em sua quarta edição, o evento ocupa a Praça Deodoro, símbolo dos grandes encontros da cidade, no fim de semana de 21 e 22, sempre das 17h às 23h. Toda a programação é gratuita e em espaço aberto para todos os públicos.

Além dos palcos e espaços por onde circularão os artistas da música, o evento terá a já tradicional feirinha criativa, com food trucks, bike lanches, brechós, sebos de livros e vinis, comércio de artesanato e outros produtos ligados ao universo da arte.
“O BR135 Instrumental deste ano é um convite à alegria e também à cidadania, com arte, sim, mas também cuidando da praça que é um dos espaços mais bonitos e importantes da cidade. E o que não vai faltar é boa música, com grandes artistas maranhenses e de vários cantos do Brasil, além de uma banda do Chile”, afirma Luciana Simões, realizadora do BR Instrumental ao lado de Alê Muniz.

O palco principal será montado na área da praça onde ficava o antigo coreto e um segundo palco será montado na área da feirinha, em frente à Biblioteca Pública. É lá que serão apresentadas as performances de DJs, como o Coletivo Magnética, formado só por meninas; do mímico Gilson César e do grupo Maratuque Upaon Açu, dentre outras atrações.

Memória

Gilson César

O BR Instrumental estreou em 2017 como uma primeira etapa do Festival BR135 daquele ano, quando ocupou o Mercado das Tulhas e o palco da Praça Nauro Machado, em São Luís. A segunda edição ocupou a Concha Acústica da Beira-Rio, em Imperatriz (2018), sul do Maranhão, saindo da ilha rumo ao sertão e fazendo a conexão da BR-135 com a BR-010. Em 2021 voltou a São Luís em uma edição menor – devido aos cuidados necessários para prevenção da covid-19 – na Escadaria do Giz.

“Foi a primeira ação do festival fora da capital maranhense, movimento natural de um projeto que nasceu com o propósito de movimentar a cena local por meio da troca de experiências com os diversos setores do mercado da música, construindo pontes e diálogos. E agora, para compensar a ausência durante o período mais difícil da pandemia, estamos de volta em dose dupla e com muita saudade de ver a praça ocupada com arte”, diz Alê Muniz.

DJ Donna

Além da programação na praça, esta edição conta com duas oficinas formativas, que serão realizadas no Palacete Gentil Braga (na esquina da Rua do Passeio com a Rua Grande), no sábado, 21, das 13 às 16h30. Discotecagem, com a DJ Donna; e Construção & Iniciação Musical do Pífano, com a Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo. O link para se inscrever nas oficinas é  http://bit.ly/oficinasbr135 .

BR135 INSTRUMENTAL 2022
Realização: Festival BR 135
Patrocínio: Vale
Assessoria de imprensa: 981791113

PROGRAMAÇÃO
Sábado – 21/05
Banda do Bom Menino (MA) – Palco Feirinha, 17h
Orquestra Maranhense do Reggae (MA) – Palco Principal (Geo Space), 17h30
Isaías Alves y Su Combo (MA) – Palco Principal (Geo Space), 18h30
DJ Donna (SP) – Palco Principal (Geo Space), 19h30
Performance Gílson César (MA) – Palco Principal (Geo Space), 20h30
Guitarrada das Manas (PA) – Palco Principal (Geo Space), 21h
Berra Boi (PB) – Palco Principal (Geo Space), 22h
Frevotron (PE) – Palco Principal (Geo Space), 23h
Domingo – 22/05 
Tambor do Mestre Leonardo (MA) – Palco Feirinha, 17h
17h30 – Orquestra Guajajara (MA) – – Palco Principal (Geo Space), 17h30
Loopcínico (MA) – – Palco Principal (Geo Space), 18h30
Coletivo Magnética (MA) – – Palco Principal (Geo Space), 19h
Maratuque Upaon Açu (MA) – Palco Feirinha, 19h30
Performance Gilson César (MA) – – Palco Principal (Geo Space), 20h30
Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo (PI) – Palco Principal (Geo Space), 21h
Madela (Chile) – Palco Principal (Geo Space), 22h
Orquestra Aerofônica (PA) – Palco Principal (Geo Space), 23h15

Oficinas – dia 21, das 13h às 16h30
Local: Palacete Gentil Braga  – esquina da Rua do Passeio com a Rua Grande – Centro
Discotecagem – Dj Donna
Construção e Iniciação Musical do Pífano – Banda de Pífanos Caju Pinga Fogo

PERFIL DOS PARTICIPANTES DO BR INSTRUMENTAL 22
MADELA (CHILE)
Dupla feminina de música Eletro Folk Latina que nasceu em 2014, na cidade de Santiago (Chile). Faz uma viagem dançante onde a música eletrônica digital se funde com a folclórica latino-americana, dando origem a uma música híbrida, acompanhada por uma batida hipnótica, flautas, sopros indígenas, percussões e vozes. A Madela oferece um espetáculo de conexão e simbologias, que inclui intervenções de dança e performance, com figurinos e visuais. Inspiradas pelas cosmovisões andinas e diásporas africanas, Magdalena Irarrázaval e Maria Paz Videla trazem para o palco o resultado de uma pesquisa com mestres e porta-vozes de diversas comunidades e territórios, viven ciando e partilhando tradições do sul do continente, manifestações culturais de matriz africana e línguas de povos indígenas latinos priorizando o aprofundamento do conhecimento e do respeito pela diversidade cultural.
FREVOTRON (PE)
O Frevotron é resultado da reunião de três grandes artistas (Spok, DJ Dolores e Yuri Queiroga), que trazem para o palco elementos eletrônicos, guitarra e sax. As composições brincam com o frevo pernambucano de forma surpreendente e moderna e vão muito além do ritmo pernambucano.  O Maestro Spok (SpokFrevo Orquestra) se dedica ao frevo há muitos anos e o reinventa, fundindo-o com o jazz. Já DJ Dolores atua a partir da música eletrônica, mas inspirado por outros estilos cria novas misturas e sonoridades, ampliada também pelo talento do multi-instrumentista e produtor Yuri Queiroga.
ORQUESTRA RADIOFÔNICA (PA)
A “festa eletro metaleira” da Orquestra Aerofônica nasceu em 2018, idealizada por André Alcântara (percussão, produção e composição) e o DJ Pro Efx (bases e samplers, produção e composição). O grupo é formado por cinco músicos de sopro: três saxs, um trompete e um trombone. A sonoridade é uma fusão de música eletrônica e ritmos paraenses e brasileiros resultando em uma linguagem popular, tudo pra fazer dançar e virar uma “sonzeira boa”. Com reggaetons, bregafunks, merengues, carimbós e cúmbias, a Orquestra tem um show que reúne vários ritmos com temas marcantes e muita energia no palco, promovendo grande s performances.  O grupo já se apresentou no Circuito Mangueirosa e no Festival Se Rasgum, realizado em São Paulo, quando dividiram o palco com Manoel Cordeiro. Em 2021, lançaram seu primeiro álbum: “Do lado mais quente do mapa”, com oito faixas autorais e  participações de artistas paraenses.
BANDA DE PÍFANOS CAJU PINGA FOGO (PI)
Formada por jovens artistas piauienses, o Caju Pinga Fogo parte da pesquisa das bandas de pífanos, ritmos e danças tradicionais para celebrar a cultura nordestina. As apresentações misturam música, dança, interagindo com o público e atraindo a atenção por onde passa. A magia e ancestralidade do Pífano aliadas a energia da banda é a combinação perfeita pra todo mundo entrar na dança.
ISAÍAS ALVES Y SU COMBO (MA)
Abram alas para as latinidades! O percussionista maranhense Isaías Alves apresenta um show inédito de composições com ritmos utilizando ritmos como Kompa, Merengue, Ska, Guaguancó e muito mais. Uma miscelânea de grooves, um baile em plena Deodoro.
BERRA BOI (PB)
Trio instrumental formado por Lucas Dan (sanfona e sintetizador), Chico Correa (drum machine, sampler e guitarra) e João Cassiano Silva (percussões). Busca sonoridades urbanas e nativas da América Latina e África, passeando por beats inspirados em ritmos globais periféricos. O resultado é uma música dançante, que bebe de diversos estilos festivos dos guetos do planeta. Com o primeiro EP Lançado pelo Selo Mexicano Cassette Blog, em 2016, o Berra Boi vem atuando em palcos de música instrumental, festas e projetos de artes experimentais. Como músicos de estúdio, já gravaram em discos de artistas como Seu Pereira e Coletivo 401, Renata Arruda, Batata e Jessica Caitano.
ORQUESTRA GUAJAJARA (MA)
A Orquestra Guajajara surgiu da admiração de seus integrantes pelas famosas Big Bands americanas, somada à paixão pela renovação estética empreendida pelas orquestras de baile brasileiras na primeira metade do século XX. No BR Instrumental deste ano os seus 17 integrantes reeditam o show “TOCA BRASIL”, apresentado em 2018, na Escola de Música do Estado do Maranhão. No repertório, clássicos de Tom Jobim (Samba de uma Nota Só e Dindi), Johnny Alf (Céu e Mar), César Teixeira (Boi da Lua) e Joãozinho Ribeiro e Escrete (Bandeira de Liberdade). A ideia é demonstrar as diferentes possibilidades instrumentais da música brasileira além de mostrar as hab ilidades dos músicos maranhenses.
LOOPCINICO (MA)
O Loopcinico nasceu nos anos 1990 e amadureceu seu conceito ao longo dos últimos 15 anos. Formado por Luiz Claudio (percussões, vocais, concepção e direção musical), Diogo Nazareth (programações eletrônicas, beats, samplers, teclados, synth) e Melannie Carolina (contrabaixo), traz ao palco temas da cultura popular do Maranhão revisitados, com uma roupagem acústico-eletrônica sustentada por beats criados a partir de células rítmicas dos tambores gravados por Luiz Cláudio e por elementos harmônicos de teclados e synths, além de programações feitas por Diogo Nazareth. O resultado é um mix de sons, riffs, beats, loops e samplers, uma grande tapera cuja fun dação, paredes e teto foram feitas com a musicalidade percussiva maranhense de origem ameríndia, africana e de antigos povos mouros.
MARATUQUE UPAON AÇU (MA)
Grupo de percussão criado em 2007, em São Luís (MA). Mistura diversos ritmos, como cacuriá, dança do coco, afoxé, bumba meu boi (baixada e zabumba), além do maracatu pernambucano.
DJ DONNA
Com 20 anos de discotecagem, DJ Donna é idealizadora do Festival Conexões Urbanas Impressões Femininas na Cultura de Rua.  Ganhadora do Prêmio WME – Womans Music Event Awards (SP) em 2018, na categoria de Melhor DJ, no ano seguinte abriu o show dos Racionais MC, em Brasília, na Turnê Racionais 3 Décadas,  além de discotecar em grandes Festivais. Reconhecida nacionalmente, Donna toca em suas discotecagens um repertório vasto que inclui hip hop, dancehall, afro house, kuduro, miami bass, bass music, samba rock, funk, soul e jazz.
GILSON CÉSAR (MA)
Alegria, poesia, ludicidade e diversão na performance Mimicando no BR, do ator-mímico e palhaço maranhense, Gilson César, um artista que faz parte como poucos da história de São Luís. Gilson apresenta no festival a magia de uma arte milenar, a mímica, em diálogo fascinante com o mundo do circo e um dos seus personagens principais, o pal

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DIÁRIO DE BORDO NO JP

Vanessa Serra é jornalista. Ludovicense, filha de rosarienses.

Bacharel em Comunicação Social – habilitação Jornalismo, UFMA; com pós-graduação em Jornalismo Cultural, UFMA.

Atua como colunista cultural, assessora de comunicação, produtora e DJ. Participa da cena cultural do Estado desde meados dos anos 90.

Publica o Diário de Bordo, todas as quintas-feiras, na página 03, JP Turismo – Jornal Pequeno.

É criadora do “Vinil & Poesia” que envolve a realização de feira, saraus e produção fonográfica, tendo lançado a coletânea maranhense em LP Vinil e Poesia – Volume 01, disponível nas plataformas digitais. Projeto original e inovador, vencedor do Prêmio Papete 2020.

Durante a pandemia, criou também o “Alvorada – Paisagens e Memórias Sonoras”, inspirado nas tradições dos folguedos populares e lembranças musicais afetivas. O programa em set 100% vinil, apresentado ao ar livre, acontece nas manhãs de domingo, com transmissões ao vivo pelas redes sociais e Rádio Timbira.

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